quarta-feira, 28 de março de 2012

Dicotomias

Conversando com algumas amigas que atuam na área de carreira, começamos a conversar sobre as escolhas da vida, percebemos que uma das formas de escolha é definir e sentir internamente os próprios referenciais de certo e errado.

Quando pequenos, as nossas famílias definem para gente o que certo e o que é errado, mas sabemos muito bem que no ambiente de trabalho este conceito nem sempre é claro e declarado, há sempre um “código vermelho” onde cada um tem que descobrir sozinho os aspectos da cultura organizacional que estão nas entre linhas e que nunca são assumidos tranquilamente quando o conceito emerge.

Podemos  utilizar como exemplo, as evoluções culturais da sociedade, como  o divórcio. No início, ninguém poderia aceitar esta condição social, hoje em dia tudo é bem mais tranquilo do que antigamente.

Fica muito fácil compreendermos esta situação quando estamos olhando com certa distância e sem o envolvimento emocional. Agora quando começamos a pensar nos colocando no lugar no agente de mudança, a tomada de decisão para a transformação é muito mai difícil. Por exemplo, quais destas duas situações são certas ou erradas, não de uma maneira genérica e sim de uma forma mais emocional.

Ganhar muito dinheiro
x
Não poder ser você mesmo
Adorar trabalhar com algumas pessoas
X
Não gostar mais do que faz
Ter muitos desafios profissionais
X
Ter vontade de focar na família
Adorar o trabalho
X
Não acreditar nos valores da empresa
Sentir que está sendo torturado
X
Sentimento de incompetência



Muitas vezes, temos que conviver com este tipo de dicotomia até que tenhamos um grupo valores que nos levam a uma atitude. Não necessariamente precisamos fazer algo com isso, mas ter este tipo de consciência nos leva, a saber, se estamos felizes ou infelizes no trabalho e por que.

Depois desta descoberta é que vem a pergunta: Queremos trabalhar de que maneira, realizado ou não? Feliz ou não? Com muito ou pouco dinheiro? E qual o impacto desta escolha na minha vida?

Somente a partir deste pensar e sentir é que podemos iniciar a ação, seja ela qual for....




domingo, 18 de março de 2012

Mudar de rota

Nossa mudar de rota nem sempre é fácil!! Ou melhor, nunca é fácil!!! Seja ela em qualquer dimensão da vida... Mas o mais difícil é quando tudo está em ebulição e em processo de mudança...

Faz praticamente 2 anos que a minha vida está mudando... Inicialmente eu comecei a questionar o que estava fazendo, estava tentando enxergar o que precisava mudar, pois as coisas não faziam mais sentido. A minha última meta havia sido concretizada: Queria fazer um projeto global e que mostrasse realmente  que a gente tinha capacidade para fazer isso... E fizemos com muito louvor!!!

E depois desta realização  vem a pergunta: E agora? O que vai me mobilizar? Todos os meus sonhos e metas dentro daquela realidade já haviam sido concretizadas.. E agora só me restava um monte de reunião chata, repleta de muitas discussões sem sentido e sem foco. Não posso deixar de lado o dinheiro, esse sim era um forte mobilizador, mas será que suficiente para me segurar e me deixar feliz.. Infelizmente, este nunca foi o meu principal interesse... Sempre quis realizar e ganhar dinheiro para realizar mais...

Depois deste ano difícil, a vida trouxe um questionamento muito maior, mas básico: O que realmente importa nesta vida? Este questionamento faz com a gente desafie o mundo e começamos a incomodar os outros e si mesmo. E assim a realidade muda, a verdadeira razão a gente não sabe, mas tem a certeza de que isso faz parte de um processo de transformação.

O novo rumo não acontece da noite para o dia.. Necessita de muita energia!! Depois que o passado acaba, se inicia o processo do novo...  Agora que novo é este? Quais as novas metas e como concretizá-las? No cenário antigo era mais fácil, afinal já sabia com quem falar e o que fazer para as metas mais difíceis realizarem e agora, a descoberta é muito maior.

O duro disso tudo é que eu não me contento com um único caminho, hoje estou construindo 3 mundos novos:

·         Um Negócio que sempre amei, que é trabalhar com papel.

·         A minha missão de vida: Trabalhar com jovem e com carreira


·         Ser cada vez mais EU verdadeiramente

Acredito que para se fazer este tipo de transformação na vida, temos que ter  alguns aliados, amuletos e geradores de energia e boas noites de sono.

Hoje estou em uma fase muito delicada desta mudança, a faxina, a obra. A hora de transformar a ideia da mudança em real mudança...É como sair da teoria e começar a colocar em prática, com todas as emoções de quem está fazendo as coisas pela primeira vez. Nesta hora, a preguiça tem que ficar de lado e tudo aquilo que nos tira energia tem que ser evitado para que o novo tenha energia suficiente para nascer.

Ainda estou no meio do processo. Não dá para saber qual será o próximo estagio desta jornada, só garanto que a estrada está bem diferente, tem mais pessoas, tem mais sorriso e acima de tudo esta mais leve..

domingo, 11 de março de 2012

Sincronicidade das escolhas

Muita gente que me conhece me considera uma pessoa de sorte.. E eu concordo com elas... Sinto a sorte e a vida do meu lado, as coisas na minha vida ocorrem muito em sincronia, sempre que acontece algo desta forma, eu tenho a certeza interna de que a vida está ao meu lado.

Na verdade, depois de muito estudar energias, a espiritualidade e outras coisas, cheguei à conclusão de que sou eu que corro atrás da sorte e da vida e elas simplesmente me respondem com sinais sincronizados.

Tenho uma teoria: Todos nós estamos aqui na Terra para algum propósito e que temos uma missão, só que ninguém vai te contar qual é. Você simplesmente terá que descobri-la sozinha e ainda se quiser descobrir, pois tem muita gente que não quer descobrir e que passa a vida inteira sem sentido de vida..Isso é uma escolha...

Faço terapia há 20 anos... E muitos me perguntam o porque disso tudo, se tenho muitos problemas assim ou se sou louca, coisas do gênero.. Não, eu simplesmente, faço terapia para descobrir e para aprofundar o meu sentido de vida e para cada vez mais ter a certeza de que estou no caminho certo. E quando a vida está sincronizada é sinal de que estou conectada com o meu caminho.

E a carreira nada mais é do que estar no seu caminho certo.. Seja ele o “certo” que for... Sabe aquela sensação interna de que você está tranqüila e realizada, muitas vezes, sem ter dinheiro, sem ter sucesso e muitas vezes, fazendo aqui que vc não gosta...

A sensação interna é tão forte, que vc acha que a cabeça, as mãos, os pés e o coração estão todos alinhados, falando a mesma língua e que todos a sua volta entendem com muita clareza e que acabam te respeitando por estar inteiro, de corpo e alma.

Hoje eu simplesmente, desejo a todos que se disponibilizaram a ler estas palavras que tenham esta sensação maravilhosa de estar por inteiro pertencendo ao mundo e vida.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Carreira de sucesso

Toda a vez que me perguntam o que caracteriza uma carreira de sucesso, eu respondia que dependia da pessoa e do lugar que a pessoa estava inserida, porém esta resposta não me satisfazia, foi então que cheguei à conclusão de que uma carreira de sucesso é quando uma pessoa é reconhecida em diferentes momentos de sua vida pelos seus trabalhos.

Da mesma maneira que uma criança necessita ser amada para se desenvolver de uma forma saudável. Um profissional para ter uma carreira de sucesso, necessita de alguma forma de amor, que no contexto empresarial, podemos chamar de reconhecimento, seja ele um elogio, dinheiro, ou um simples olhar.

Acredito que a palavra reconhecimento, começa quando as pessoas que assumem um papel de liderança dentro de uma empresa, olham para determinadas pessoas e validam a existência daquele profissional pelo trabalho que realiza. Ainda não estou falando de recompensas e sim de conhecer as pessoas e saberem exatamente, quem são e o que fazem dentro de uma empresa.

Quando penso na palavra sucesso, eu associo a quantidade de pessoas que me validam e me aceitam. Ai é que as começam a complicar, pois posso simplesmente ser aceita por agir e ser o que querem e assim sou reconhecida ou posso correr o risco de ser eu mesma e não ser mais reconhecida pelo grupo. E neste momento, o que é melhor, você se tornar outra pessoa, ou simplesmente mudar de ambiente? Não estou falando aqui de somente adequação comportamental, estou falando de mudança de personalidade, algo mais profundo.

Acredito que a principal responsável por validar o seu sucesso e a carreira seja a própria pessoa, pois muitas vezes, nós lemos os valores externos, as regras do ambiente, mas esquecemos de olhar os nossos valores e nossas verdadeiras prioridades deixando assim, toda a responsabilidade do sucesso ou do insucesso de nossas carreiras no externo, no reconhecimento. O que adianta todos considerarem uma atitude legal e boa se você mesmo condena a sua própria ação, será que isso é sucesso?

Hoje quando olho para a minha carreira, vejo que todas às vezes, que fui mais reconhecida externamente foi nos momentos que eu fiz coisas que eu realmente acreditava. Lembro bem da ISO900, as candidatas a secretárias, das minhas invenções para os clientes e assim por diante..

 Resumindo, uma carreira de sucesso para mim é quando você aceita quem você é, e realiza coisas através da sua verdade gerando assim o reconhecimento.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Para começar

Vamos começar pelo começo... Este seria o normal de qualquer pessoa que pensa de uma maneira estruturada e organizada, mas quem me conhece sabe bem que eu penso sempre ao contrário: Do fim para o começo... Afinal a cada dia o começo fica mais distante e o fim, sei lá... Vou partir do princípio de que o hoje é o fim, até o dia em que  o hoje se transformará em começo...

Quando penso na minha carreira, hoje, só consigo validar e perceber quais foram as principais escolhas que me levaram até aqui.. E sei que tem algumas que por mais que pareçam bobas, foram fundamentais para que eu pudesse dar cada passo para me sustentar e ter uma vida, a meu ver, confortável e repleta de realizações.

Acho que na verdade foi uma escolha inconsciente, mas segundo os meus guias espirituais, eu realmente escolhi este traço de personalidade para esta vida, o  qual podemos chamar de vários nomes: rebeldia, personalidade forte, agressividade, coragem, teimosia...  Só sei que é uma força interna que não deixa calar e nem me deixa quieta...

Hoje eu sei que estar em carreira “solo” é resultado de muitos enfrentamentos que muitas vezes, cansaram as pessoas que estavam a minha volta. Sei que as minhas sócias da Cia de Talentos não agüentaram mais está minha característica e por isso decidiram que eu não deveria fazer mais parte do quadro societário e assim depois de 16 anos, a mesma característica que fez com que eu galgasse vários degraus dentro do grupo DM fez com eu saísse.

Agora, será que dava para ser diferente? Até acredito que sim, se eu tivesse optado por engolir esta característica e se passasse o resto da minha vida obedecendo e aceitando várias coisas que me agrediam internamente e qual seria o resultado disso: eu não seria mais eu... Seria apenas um robô e isso não serve para mim...

Acredito que a construção de uma carreira seja isso, fazer escolhas, conscientes ou inconscientes, feitas pelo coração ou pelo dinheiro, pela razão ou pela emoção, pelo momento ou pela eternidade. Ou simplesmente por você optar em ser o que realmente é ou ser o que os outros querem de você.