Conversando com algumas amigas que atuam na área de carreira, começamos a conversar sobre as escolhas da vida, percebemos que uma das formas de escolha é definir e sentir internamente os próprios referenciais de certo e errado.
Quando pequenos, as nossas famílias definem para gente o que certo e o que é errado, mas sabemos muito bem que no ambiente de trabalho este conceito nem sempre é claro e declarado, há sempre um “código vermelho” onde cada um tem que descobrir sozinho os aspectos da cultura organizacional que estão nas entre linhas e que nunca são assumidos tranquilamente quando o conceito emerge.
Podemos utilizar como exemplo, as evoluções culturais da sociedade, como o divórcio. No início, ninguém poderia aceitar esta condição social, hoje em dia tudo é bem mais tranquilo do que antigamente.
Fica muito fácil compreendermos esta situação quando estamos olhando com certa distância e sem o envolvimento emocional. Agora quando começamos a pensar nos colocando no lugar no agente de mudança, a tomada de decisão para a transformação é muito mai difícil. Por exemplo, quais destas duas situações são certas ou erradas, não de uma maneira genérica e sim de uma forma mais emocional.
| Ganhar muito dinheiro | x | Não poder ser você mesmo |
| Adorar trabalhar com algumas pessoas | X | Não gostar mais do que faz |
| Ter muitos desafios profissionais | X | Ter vontade de focar na família |
| Adorar o trabalho | X | Não acreditar nos valores da empresa |
| Sentir que está sendo torturado | X | Sentimento de incompetência |
Muitas vezes, temos que conviver com este tipo de dicotomia até que tenhamos um grupo valores que nos levam a uma atitude. Não necessariamente precisamos fazer algo com isso, mas ter este tipo de consciência nos leva, a saber, se estamos felizes ou infelizes no trabalho e por que.
Depois desta descoberta é que vem a pergunta: Queremos trabalhar de que maneira, realizado ou não? Feliz ou não? Com muito ou pouco dinheiro? E qual o impacto desta escolha na minha vida?
Somente a partir deste pensar e sentir é que podemos iniciar a ação, seja ela qual for....

É Paulinha, você está certíssima. Tem 2 caixinhas que temos que conviver, a nossa com nossos valores e a do mundo corporativo com seus próprios valores. Certamente alguns são comuns, mas também muitos não são. O segredo é ter os valores comuns como alicerces, aceitar aqueles que são diferentes e tentar conviver com aqueles que são diametralmente opostos aos seus. O certo e o errado são sempre uma questão de tempo e perspectiva. Mas certo ou errado, o importante é seguir seu próprio caminho, tudo que você precisa está em sua mente, só precisa deixar o tempo fazer seu trabalho! Bjo!
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